Camus - Da Morte Absurda Para a Eternidade
- Curitiba Suburbana
- 5 de jan. de 2020
- 1 min de leitura
Por Geraldo Muanis

Há 60 anos, no dia 04 de janeiro de 1960, o mundo foi surpreendido com o anúncio do acidente de carro que matou o escritor franco-argelino Albert Camus. Tinha 46 anos de idade.
Em sua trajetória, Camus examinou em profundidade a condição humana e deixou obras inestimáveis abordando a Revolta e o Absurdo com sua veia Existencialista.
Nascido em 7 de novembro de 1913 em Mondovi, teceu com maestria uma defesa intransigente do Humanismo, sob as bases da Liberdade e da Dignidade. Pelo conjunto de sua obra recebeu, em 1957, o Premio Nobel de Literatura.
Em seu livro “Albert Camus — Uma Vida” (Record, 877 páginas, tradução de Monica Stahel), Oliver Todd descreveu a tragédia:
“A vinte e quatro quilômetros de Sens, na Rodovia 5, entre Champigny-sur-Yonne e Villeneuve-la-Guyard, o Facel-Véga, depois de uma guinada, sai da estrada em linha reta, se arrebenta contra um plátano, ricocheteia para cima de uma outra árvore, se desmantela. Michel [Gallimard] sai gravemente ferido [morreu cinco dias depois], Janine ilesa, Anne também. O cachorro desaparece, Albert Camus morreu na hora. O relógio do painel é encontrado bloqueado às 13h55. A seus amigos, Camus dizia com frequência que nada era mais escandaloso do que a morte de uma criança e nada mais absurdo do que morrer num acidente de automóvel”.
Geraldo Muanis - Juiz de Fora, 04 de Janeiro de 2020
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